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segunda-feira, 10 de abril de 2017

LAAD revela momento positivo de negócios globais no mercado de Defesa e Segurança

Escrito por: Alessandro Padin - Atendimento e Social Media

Um dos destaques da LAAD Defence & Security 2017, a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, é a expressiva presença de delegações internacionais: são 175 grupos de 83 países, com destaque para ministros de Defesa e autoridades de alta patente das Forças Armadas da América Latina, que participam de reuniões comerciais com as empresa expositoras e também de encontros bilaterais com autoridades brasileiras.

Um exemplo é a Embraer. Mais de 20 delegações internacionais agendaram encontros durante a feira no estande da empresa, principalmente para conhecer o projeto do cargueiro KC-390. “A LAAD é um excelente encontro porque permite a aproximação entre as empresas e grupos internacionais interessados nas nossas soluções. O resultado é sempre muito bom e torna ainda mais respeitada a indústria brasileira”, observa o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

Outro caso de sucesso é a aproximação entre Brasil e Suécia. O vice-ministro do país nórdico, Niklas Johansson,  anunciou, durante a LAAD Defence & Security, a assinatura de mais um acordo de cooperação com o Brasil para o setor aeroespacial. O Cluster Aeroespacial da Suécia (ACS) inicia uma parceria com o Cluster Aeroespacial Brasileiro localizado no parque tecnológico de São José dos Campos.

O ACS é uma rede de 60 membros, incluindo empresas, universidades, institutos de pesquisa e prestadores de serviços. 90% dos membros são empresas de pequeno e médio porte. O acordo de cooperação entre o ACS e o Cluster Aeroespacial Brasileiro é uma forma de construir uma ponte entre os dois países com foco no setor aeroespacial. O objetivo é a troca de informações e ideias, além do fomento à interação entre os membros.

Intercâmbio — O Chefe de Estado Maior da Jamaica, Rocky R. Meade, comentou que a LAAD é o principal fórum de negócios e de troca de conhecimento e tecnologia da região. “Procuramos expandir nossa capacidade técnica, além de modernizar nossa estrutura.  Este evento é uma grande oportunidade de conhecer o que há de mais moderno em termos de tecnologias e equipamentos. Estamos muito otimistas com a possibilidade de acordos bilaterais que favoreçam um intercâmbio mais estratégico de conhecimento e de tecnologia”.

O diretor-adjunto para o Planejamento de Forças  da Coreia do Sul, Youngsu Lee, enfatizou a importância de eventos como a LAAD para a estruturação de relações que fomentem a cooperação internacional nas américas. “Esta é uma oportunidade única para incentivar o desenvolvimento tecnológico”. Esta é, também, a avaliação do vice-diretor de Logística do Exército da China, Zhangxi Ly: “Na LAAD é possível fortalecer as relações com as forças armadas de outros países. Temos várias reuniões com empresas locais”.

O diretor-geral do Ministério da Defesa da Alemanha, Hubert Blahnik, confirmou que a excelência do evento como ponto de encontro das empresas de relevância para os segmentos de Defesa. Para ele, o país tem grande potencial para aumentar sua projeção como grande produtor de tecnologia e inteligência. “O Brasil é sempre uma opção como fornecedor de equipamentos e tecnologia”, destaca.

Número de reuniões entre delegações e empresas expositoras supera expectativas

As 175 delegações estrangeiras de 83 países que participam da LAAD Defence & Security 2017 revelam os resultados positivos das dezenas de reuniões de negócios realizadas com empresas expositoras e autoridades de diversos países. A qualidade das tecnologias, equipamentos e produtos apresentados, especialmente pelas empresas brasileiras, impressionou o comandante da Marinha do Sri Lanka, vice-almirante Ravindra Wijegunaratne. “A LAAD é uma feira única, por ser a maior da América Latina e pela qualidade dos participantes. Nos 12 encontros que tivemos com fornecedores, já fizemos algumas encomendas”, revela.

Para o Uruguai, as conversas com parceiros foram promissoras. “Retomamos negociações comerciais que estavam em andamento e iniciamos relacionamento com novas empresas. Foram 20 encontros longos, com cerca de uma hora e meia”, relata o brigadeiro Ismael Alonzo, da Força Aérea uruguaia. Com o mesmo objetivo veio a delegação de Botswana. O general Paul Arthur, da Força de Defesa do país, disse que a delegação do país veio ao Brasil com o mesmo objetivo e espera fechar negócios futuramente com algumas das dez empresas com as quais teve encontros.

Ministro da Defesa da Mauritânia, Mamadou Batia conta que esta é a segunda visita à LAAD. Nos primeiros três dias de evento, ele realizou 20 reuniões, inclusive com o ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann. Nos encontros discutiram possibilidade de compras de aviões e armamentos.

Aleksandr Tserkovsky, embaixador da Bielorrússia no Brasil, promoveu a empresa de ótica militar Belomo, que participa da LAAD. Mas a delegação bielorrussa teve outros objetivos também. “Conversamos sobre acordos de cooperação com a Embraer, que já vende para nosso país, e outras empresas brasileiras. Temos boas perspectivas”, afirma.

Com 45 reuniões realizadas, a delegação mexicana iniciou conversações sobre novos acordos comerciais, além de fazer o balanço das parcerias já estabelecidas. O mesmo valeu para a Bolívia, cujas Forças Armadas têm fornecedores de diversos países e, na LAAD, conseguiram se reunir com todos eles em um só lugar. Para a delegação do Marrocos, o objetivo na feira foi conhecer o mercado brasileiro e estudar opções de produtos para compra, assim como levar investimentos para o país.

Com número similar de reuniões, a delegação chilena veio à LAAD em busca de inovação tecnológica. Segundo o coronel José Claveria, da delegação do Exército do Chile: “o interessante da LAAD é a alta concentração de diferentes tecnologias. Este é o principal espaço para conhecê-las. Outro ponto forte é ter acesso à indústria brasileira, que tem experiência parecida com a do Chile”, conta.

Na feira, os chilenos participaram também como expositores. No estande do Chile, quatro entidades marcaram presença: Expo Seguridad, Asmar e Carabineros de Chile e a Expo Naval, que participa da LAAD pela quinta vez.

Primeiras aeronaves KC-390 serão entregues em 2018

A Força Aérea Brasileira vai receber duas aeronaves KC-390 até o final de 2018, resultado de uma parceria entre FAB e a Embraer. A informação foi passada durante coletiva sobre o programa, realizada durante a LAAD Defence & Security no Rio de Janeiro. O diretor do programa KC-390 na Embraer, Paulo Gastão Silva, deu detalhes sobre o andamento do projeto e explicou que o contrato, assinado em 2014, prevê a entrega de 28 aeronaves deste tipo ao longo de 12 anos.

Um dos aviões, o primeiro da série a ser entregue, está em fase de montagem da fuselagem e da asa. O segundo já foi iniciado. Além disso, atualmente, dois protótipos estão sendo usados para ensaios e, juntos, acumulam mais de 900 horas de voo. “Os resultados dos ensaios confirmam as previsões do projeto. Nossos testes são realizados em conjunto com a Força Aérea Brasileira e o Exército”, explicou Gastão Silva.

O diretor ressaltou, ainda, que durante as simulações nenhum acidente foi registrado e que o desempenho da aeronave é diferenciado e tem sido elogiado pelos militares brasileiros. Os próximos passos no planejamento do programa KC-390 incluem a continuidade dos ensaios de certificação para sistemas e performance. Um dos protótipos deve ser levado para o Paris Air Show também.

Sobre uma variante civil do avião, Gastão Silva disse que a ideia sempre fez parte dos planos do programa. ‘Esse interesse já vem se concretizando e devemos competir também nessa fatia de mercado. Mas não posso dar mais detalhes’, finalizou.

Presente na coletiva, o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, adiantou que a entrega das duas aeronaves para o próximo ano vai acontecer em etapas. Um avião chega no primeiro semestre de 2018 e o próximo no segundo semestre do mesmo ano. Para 2019, ele contou que três aviões encontram-se em desenvolvimento.

“Futuro do Programa Espacial Brasileiro é promissor”

O futuro do Programa Espacial Brasileiro é promissor. Quem afirma é o subchefe de Comando e Controle do Ministério da Defesa (MD), coronel Anderson Tesch Hosken Alvarenga. Ele participou do V Seminário de Defesa da LAAD Defence & Security abordando o tema “A soberania nas comunicações militares com o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC)¨.

No aspecto de transferência de tecnologia, o país já colhe frutos. “No contrato que firmamos com a Thales Alenia Space para a construção do SGDC-1 estava prevista a presença de 50 especialistas brasileiros e órgãos e instituições como o MD, Telebras e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Eles foram capacitados e acabaram sendo contratados pela Thales”, explicou.

Hosken destacou que isso não significa que o Brasil perdeu capital intelectual para uma empresa estrangeira. “Muito pelo contrário. O país ainda não tem como manter estes profissionais envolvidos em contínuos projetos. Atuando nos desenvolvimentos da SGDC-1 da Thales passam por constantes atualizações e permanecem aptos para atender desafios futuros do programa espacial brasileiro”.

Durante a palestra, o coronel afirmou que há uma previsão dentro da  Estratégia Nacional de Defesa (END) de se promover, no país, o lançamento de foguetes com menores dimensões. Mesmo que ainda não seja possível prever o lançamento dos SGDCs, ele é otimista: “Este capital intelectual que mantemos sempre atualizados atuando nos projetos é que vão possibilitar que isso se torne realidade no futuro”.

Aumento de ameaças cibernéticas aquece setor de tecnologia de inteligência e segurança cibernética

O número de ataques cibernéticos tem aumentado exponencialmente no mundo – pulou de 20 mil para 700 mil ataques por semana nos últimos três anos, segundo dados recentes da Microsoft. É cada vez maior o risco das chamadas ameaças avançadas, que focam invadir ou destruir sistemas de infraestruturas críticas, como bases de dados ou redes governamentais e militares.

“Os ataques cibernéticos estão cada vez mais profissionais. Há países que possuem exércitos de hackers com capacidade de desenvolver armas cibernéticas de alto impacto”, explica Lincoln Lopes, Diretor Comercial da Suntech, empresa participante da da LAAD Defence & Security.

Com isso, cresce também a demanda por soluções de inteligência e de segurança cibernética, beneficiando empresas que desenvolvem e fornecem tecnologia nesse setor. O aquecimento deste segmento de mercado foi percebido pelas empresas participantes da LAAD. “A feira tem uma presença massiva de fornecedores brasileiros, o que mostra que existe um resgate da confiança no mercado de defesa local”, comemora Lopes.

A Suntech, empresa brasileira sediada em Florianópolis (SC) e parceira da americana Verint, apresentou na feira seu Sistema de Proteção Contra Ameaças Cibernéticas Avançadas (TPS), que ajuda no monitoramento e registro de cada etapa de uma ameaça aos diferentes sistemas de uma mesma organização. A procura pela solução surpreendeu até mesmo o diretor. “A demanda no evento foi superior à esperada. Tivemos a procura de clientes muito interessados e recebemos visitas de comandantes e líderes de corporações do Brasil todo”, afirma Lopes.

Entre os expositores é consenso que o setor de segurança cibernética tornou-se peça fundamental para se pensar a defesa de um país. “O domínio cibernético é onde a guerra está acontecendo. Hoje é possível atacar infraestruturas críticas sem dar um tiro”, argumenta o CEO da consultoria americana Cybershield, Alberto Roncallo. A empresa, que está presente pela primeira vez na LAAD, oferece serviços para o desenvolvimento de forças de defesa cibernéticas. “Ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, a área de cibernética é a nova força de segurança de um país”, completa Roncallo.

A consultoria comemora também os resultados obtidos na LAAD. “Estamos muito satisfeitos de ter participado do evento. O público visitante é bem especializado e demonstrou muito interesse nos nosso produtos”, celebra o CEO da Cybershield.

Outra solução de segurança cibernética apresentada na LAAD é o Cyber Dome, da israelense Stefanini Rafael. Inspirada no escudo antimísseis de Israel, a tecnologia foi desenvolvida para oferecer um sistema de defesa baseado em big data e inteligência artificial capaz de antever e proteger as infraestruturas críticas de corporações e governos.

Biometria deve ser tratada como questão técnica e não política e comercial

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), Célio Ribeiro, alertou, durante participação no VI Seminário de Segurança LAAD que é preciso definir uma regulamentação do uso da biometria no país por parte do governo. “É fundamental que seja um projeto técnico de segurança e não um projeto como interesses políticos ou comerciais. Temos que pensar como evitar que a circulação dos dados biométricos caiam em mãos erradas”.

Ribeiro afirmou, durante a palestra “Os Desafios da Identificação Digital”, que a tendência do mercado de segurança corporativa hoje é trabalhar com mais de uma biometria para evitar fraudes. “Enquanto você está pensando em novas tecnologias já há quem esteja pensando em fraudar os sistemas”, observou.

No Painel “Questões atuais em cibersegurança corporativa”, Paulo Pagliusi, diretor de Cyber Risk Services na Deloitte, ressaltou que o ambiente é de inovação e disrupção. “Antes havia o controle do perímetro, como em um castelo medieval. Hoje vivemos a era da segurança cognitiva, em que é essencial o computador tentar imitar o ser humano. É precisa ensinar a máquina a fazer algo que nós não conseguimos como, por exemplo, atualizar a segurança de 10 mil sites diariamente”, explicou.

Sobre a LAAD Defence & Security

Maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, a LAAD Defence & Security chega em 2017 a sua 11ª edição. Reúne bienalmente no Riocentro, no Rio de Janeiro, empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de soluções para as três Forças Armadas e Forças Policiais. Além de exposição, o evento conta com programa de conteúdo exclusivo como o Seminário de Defesa LAAD e o Seminário de Segurança LAAD. Na última edição, em 2015, o evento reuniu 642 marcas expositoras de 41 países, 36.250 visitantes de 90 países e 170 delegações oficiais de 74 países.

Clarion Events

Por mais de 65 anos, a Clarion Events dedica-se à promoção e organização de feiras de negócios, eventos e congressos. Reúne aproximadamente 700 mil visitantes e congressistas e 12 mil expositores e patrocinadores em mais de 200 eventos realizados ao redor do mundo. A Clarion Events tem presença global – atua em 12 escritórios em 9 países e está no Brasil desde 2008.

 

LAAD Defence & Security 2017 – Feira Internacional de Defesa e Segurança

Data: 04 a 07 de abril

Local: Riocentro – Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

Horário da Exposição: 04 a 06 de Abril – das 10h às 18h / 07 de Abril – das 10h às 17h

Horário dos Seminários: 04 de Abril – das 14h às 17h / 05 e 06 de Abril – das 10h às 17h

 

Assessoria de Imprensa – LAAD Defence & Security 2017

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