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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Indústria naval prepara-se para novo período de crescimento no país a partir de 2017

Escrito por: Michel Penna

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  • Esta é a projeção de empresas e lideranças que participaram da 13ª edição da Marintec South America, realizada entre os dias 19 e 21 de setembro no Rio

  • Novas concessões do pré-sal, mudanças na política de Conteúdo Local (CL) e competitividade internacional alimentam otimismo do mercado

  • “Ultrapassamos o índice de renovação proposto para 2017 com mais de 50% das empresas expositoras confirmadas”, revelou o gerente do evento, Renan Joel

 

A 13ª edição da Marintec South America terminou no Rio de Janeiro com um balanço positivo e com otimismo das empresas nos segmentos naval, marítimo e offshore que participaram do evento. Entre os executivos é consenso que o setor deve experimentar uma retomada significativa a partir do próximo ano. As projeções otimistas têm como base as novas rodadas de concessão de exploração do pré-sal para a iniciativa privada, mudanças previstas nas normas de Conteúdo Local (CL) e diversificação do mercado para além das demandas da Petrobras como foco especial na competitividade internacional.

Durante três dias de Marintec, 380 marcas, entre armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores nacionais e internacionais, expuseram soluções inovadoras para o mercado. Além disso, especialistas e os principais players do mercado discutiram soluções para o segmento em seminários e os visitantes tiveram acesso à cursos e workshops sobre as últimas tendências em pesquisa e desenvolvimento. “É um orgulho para todos nós realizar este evento que exerce um papel central para consolidar a indústria naval como um vetor de desenvolvimento econômico do País”, ressaltou Jean-François Quentin, Presidente da UBM Brazil, responsável pela organização do evento.

Entre as empresas expositoras a avaliação é positiva, como atesta o diretor da Wärtsilä, Luiz Barcellos: “A Marintec South America sempre nos dá um ânimo maior pois, além de ser um evento tradicional, mostra o potencial do mercado naval, marítimo e offshore. A audiência é qualificada e a localização estratégica”. O executivo de Vendas da Vision Marine, Marcelo Alves, concorda. “Muitos negócios são fechados a partir dos encontros que realizamos durante a feira. Com as perspectivas de retomada mais intensa do mercado em 2017, expor a marca e as soluções na Marintec é, sem dúvida, uma vantagem estratégica. É imprescindível participar de um evento como este”, observou.

Quem também faz projeções positivas a partir dos encontros realizados durante a feira é o diretor de Vendas da SAAB do Brasil, Jen Möldrup: “Saio desta edição da Marintec com boas perspectivas de formalizar novos negócios. Os encontros foram produtivos e o público que visita a feira é muito qualificado”.

Além das empresas, as instituições reforçam o papel estratégico da feira. “Continuamos parceiros da indústria naval e da Marintec South America, principalmente neste cenário que é desafiador. Aqui é um ótimo fórum para discutir e reavaliar nossos modelos de gestão, levando em consideração novas forma de negociação comercial e compliance”, observou o superintendente executivo da Caixa, Rossano Macedo e Silva.

Erik Hannisdal, managing partner da M&O Partners, encorajou os investimentos estrangeiros no Brasil, mas reforçou que é necessária a discussão sobre o chamado Custo Brasil. “Isto é um obstáculo, mas há diversas formas de uma empresa internacional ter sucesso aqui. Um exemplo é iniciar a atuação por meio de uma subsidiária, para ter a facilidade de encontrar parceiros que conheçam a complexidade das leis e os desafios específicos que o país apresenta”, frisou.

Público qualificado - Um dos atrativos da Marintec sempre foi o público qualificado que vem até a feira em busca de novidades, tendências e oportunidades de negócios. O coordenador de Suprimentos da baiana Belov Engenharia Portuária e Subaquática, Jon Anderson, participou do evento com o objetivo de encontrar novos fornecedores e saber como está o mercado. “A Marintec reúne toda a cadeia de produtos e soluções do nosso segmento e é aqui que sabemos para onde a inovação caminha. Encontrei alguns parceiros e empresas que podemos negociar no futuro”, observou.

Patrícia Salles, gerente comercial do Grupo Brasil Forte, especializado em vigilância e segurança de grandes complexos, tem uma estratégia bem definida: “Vim conhecer a Marintec South America e confirmei que as nossas soluções atendem toda a cadeia naval, marítima e offshore. Não tinha noção do alcance do setor e tudo se encaminha para que nos tornemos expositores na próxima edição da Marintec. O evento define o nosso foco de negócios no momento”.

“A Marintec South America nos permite conectar-nos com o mercado”, frisou a diretora para a América Latina da J&D Imigration, multinacional espanhola especializada em processos de expatriação de empresas que possui projetos em curso no Brasil e nos demais países da América Latina. “Vim conhecer em quais projetos meus potenciais clientes estão se engajando nestes segmentos naval, marítimo e offshore. A feira oferece grandes oportunidades”.

 

Empresas apostam em lançamentos e atraem interesse do mercado

As empresas que apostaram em lançar produtos e soluções nesta 13ª edição da Marintec South America saíram do evento com perspectivas positivas de negócios. “O nosso estande teve um movimento intenso nos três dias de feira”, disse a especialista em Marketing da Aveva, Renata Borges. “Fizemos contatos bem interessantes e prospectamos futuras negociações. O mercado está melhorando e a Marintec é sempre um termômetro. O pior já passou e agora teremos uma retomada”.

André Oberziner, gerente de vendas da Aveva, aponta qual foi um dos motivos do sucesso da participação da empresa na feira: o Aveva Engage, um software que auxilia na gestão e tomadas de decisão. “Fizemos bons contatos com CEOs de estaleiros, empresas de navegação e estamos aprofundando algumas iniciativas com a Marinha. A Marintec é uma excelente vitrine pois conseguimos apresentar nossas soluções em um mesmo lugar para todo o mercado, o que exigiria, no dia a dia, 30 reuniões com cada cliente”, explicou.

Vard Promar - Multinacional norueguesa de construção naval com atuação mundial, a Vard Promar tem nove estaleiros em atividade: cinco na Noruega, dois na Romênia, um no Vietnã e um no Brasil, em operação em Suape, em Pernambuco, desde 2013. Foi justamente para apresentar uma novidade deste complexo o foco da participação da empresa nesta edição da Marintec South America. “Durante a feira, mostramos para o mercado, principalmente do Sudeste, que estamos investindo no reparo de embarcações. Identificamos um grande potencial para isso no país”, explicou o chefe do Departamento Financeiro, Daniel Cunha.

O executivo ficou impressionado, também, com o movimento do evento: “Recebemos um público extremamente qualificado no nosso estande ao longo dos três dias de feira. Fizemos ótimos contatos e saímos com a sensação que dias melhores virão para o segmento naval, marítimo e offshore”.

 

Porto de Açu apresenta projetos durante o Fórum de Líderes

Empreendimentos promissores no país estão inspirando projeções positivas no mercado, como foi possível atestar nesta 13ª edição da Marintec South America. Um exemplo é o Porto de Açu, localizado em São João da Barra, no norte fluminense. O diretor comercial do complexo, Marcelo Veloso, participou do Fórum de Líderes no Painel “Infraestrutura e Desenvolvimento do Transporte Marítimo Brasileiro”. Na palestra “Modelo integrado de competitividade porto-indústria offshore”, ele abordou os principais avanços e perspectivas do porto.

“Temos um terminal com 500 metros de cais e 14 metros de profundidade para atender o conceito de porto-indústria e também a indústria naval”, explicou. “Temos uma vantagem competitiva que é o fato do porto ser 100% privado, ou seja, somos totalmente responsáveis por questões como dragagem que, nos complexos públicos, sofrem com a burocracia e morosidade”. A administração do porto, de responsabilidade da Prumo Logística, tem planos ambiciosos: consolidar um condomínio logístico em 2018 e implantar, em 2019, uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Operações verdes - Em outro painel do Fórum de Líderes, que teve como tema “Tecnologia e Inovação na Indústria Marítima Nacional e Internacional”, o gerente de HSEQ/HR da Solstad Offshore abordou os impactos das Operações Verdes da empresa. A partir de 2009, uma série de procedimentos foram implantados nas embarcações da organização com o objetivo de minimizar os impactos ambientais e aplicar parte dos recursos economizados na preservação de florestas e tribos indígenas.

“O projeto trouxe resultados significativos. Foram 21.434 green operations com uma economia de 990 mil tonelados de CO2, o que representa 21 milhões de metros quadrados de florestas preservadas no período, em parceria com a Norwegian Rainforest Foundation”, explicou.

 

Navegação fluvial no Norte e Nordeste é campo promissor para a indústria naval

A navegação fluvial vai sofrer grandes transformações nos próximos anos impactando positivamente a indústria naval e, em especial, o mercado de motores. Esta é a conclusão do Encontro Gestão em Mercado de Motores, realizado na 13ª edição da Marintec South America. “O aumento de movimentação dos portos do Norte e Nordeste, principalmente na exportação de grãos, já está impulsionando o transporte de cargas pelos rios da região”, destacou o diretor da Ivens Consult, Ivan Leão.

Segundo ele, há um despertar dos operadores de frota por esta demanda. “É muito mais barato embarcar nos portos do Norte e Nordeste do que no Porto de Santos. Isso está mudando a rota da logística no país. Vemos projetos de empresas como a Cargill, Hermasa e Hidrovias do Brasil que estão impactando o mercado de construção naval e de motores para empurradores, balsas e barcaças”, explicou.

Daniel Andrade, consultor de Vendas da Sotreq-CAT, também ressaltou o potencial deste mercado de navegação fluvial no Norte e Nordeste: “É um campo de atuação muito promissor e encontros como esse são fundamentais para discutir como o mercado vai atender estas demandas”.

 

Mercado offshore vai retomar ciclo positivo e exigirá profissionais qualificados

Qual o futuro da empregabilidade no segmento naval, marítimo e offshore? Foi para encontrar respostas a esta pergunta que especialistas estiveram reunidos no Seminário Recrutamento e Seleção da 13ª edição da Marintec South America. “É importante ficar atento aos leilões previstos para 2017 na área do pré-sal, pois o mercado vai reaquecer e exigirá profissionais qualificados”, afirmou Vanessa Zehetmeyer, head of business da Hays Brasil – Recrutamento e Seleção.

Ela fez um alerta durante a palestra: “Eu percebi que recentemente houve uma acomodação entre os profissionais do setor, que focaram na formação técnica e negligenciaram aspectos como competências em comunicação e negociação, os soft-skills. Em um mercado disputado, o recrutador exige mais do que os atributos técnicos, pois vislumbra um profissional que possa, também, assumir funções gerenciais”. Vanessa orientou que procurar atualização, utilizar as mídias sociais como o Linkedin e relacionar-se com headhunters é essencial.

Lorrano de Oliveira Alves, estagiário de Engenharia Mecânica da Nuclep (Nuclebras Equipamentos Pesados), participou do seminário e destacou o impacto positivo da feira. “Vim acompanhar a Marintec South America para ver quais as oportunidades que o segmento  proporciona para mim e para a empresa onde atuo”, disse. Especializada em caldeiraria pesada, a Nuclep está instalada em Itaguaí (RJ) e é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, localizada no município de Itaguaí/RJ.

A Marintec South America – Navalshore volta a reunir a indústria naval no ano que vem, de 15 a 17 de agosto, no SulAmérica Convention Center, no Rio de Janeiro. “No último dia da feira ultrapassamos o índice de renovação proposto para 2017 com mais de 50% das empresas expositoras confirmadas para a edição do ano que vem”, revelou o gerente do evento, Renan Joel. O executivo destacou, também, que a visitação de players do mercado de outros estados impressionou os expositores. “Isso traduz a confiança do mercado no crescimento do setor para os próximos anos”.

 

Sobre a Marintec South America - www.marintecsa.com.br

A Marintec South America – Navalshore é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro da indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Em 2016, acontece de 19 a 21 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ). São 11 mil m² com mais de 380 marcas expositoras, de 17 países. Paralelamente à feira, também serão realizadas a Conferência Fórum de Líderes, o Seminário de Renovação da Frota Pesqueira e ações de capacitação profissional, além do espaço para inovações de expositores.

Sobre a UBM Brazil - www.ubmbrazil.com.br

A UBM é líder global em mídia de negócios e segunda maior organizadora de eventos no mundo, com expertise reconhecida em promover e incentivar o networking e os negócios entre empresas dos mais diversos segmentos de mercado. Presente em 20 países, nos cinco continentes, com 5.000 funcionários, atuando em dezenas de setores que vão da alta tecnologia à moda e ao setor de saúde. Conecta profissionais dos diversos segmentos da indústria, tais como Construção Civil, Transporte de Carga, Logística e Comércio Internacional, Portos, Terminais e Armazéns, Tecnologia e Eletrônica, Indústria Médica e Farmacêutica, Ingredientes Alimentícios, Metroferroviária e Naval.

 

Assessoria de Imprensa – Marintec South America 2016

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