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Vida de Jornalista

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O jornalista e as mídias sociais

Escrito por: Alessandro Padin - Atendimento e Social Media

Já não é de hoje que a reinvenção da profissão de jornalista vem sendo discutida. A visão apocalíptica de que a função mediadora da imprensa tem data para acabar por conta da evolução de plataformas como as mídias sociais assombra quem vive o jornalismo no dia a dia. Discordo de que caminhamos para o abismo. Basta recordar um fato recente, o trágico acidente aéreo que vitimou o candidato a presidente Eduardo Campo em Santos. Enquanto a imprensa não passou a divulgar detalhes do caso, as informações que recebíamos nas nossas timelines davam conta de que um helicóptero havia caído na cidade, um asteroide, um ovni etc.

O jornalista é, portanto, essencial pois desenvolve técnicas e princípios éticos que têm como foco a apuração das fatos, a busca por fontes confiáveis e a síntese da informação (se você acha que isto é irreal, tudo bem. Discutimos em outra postagem). A regra é: publicar depois de apurar e confirmar o que foi levantado. Mas o que isso tem a ver com o título deste texto? Digamos que eu esteja errado e realmente o jornalismo tradicional, onde, repito, a imprensa exerça um poder mediador, vá se tornar obsoleto. Para onde vamos? A Arca de Noé pode estar justamente nas mídias sociais.

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Vejamos o que Cristopher Barger, que dentre outras coisas foi diretor de mídias sociais globais da General Motors, afirma em seu livro “O Estrategista em Mídias Sociais” (DVS Editora):

“No ambiente das mídias sociais, conexões reais com pessoas reais não são apenas possíveis, mas, em muitos casos, são ainda mais valorizadas que o acesso à representação oficial de uma empresa”

“Nesse ambiente, o público deseja se conectar com um ser humano, não com um logotipo. O que se diz ainda é importante, mas quem o faz é, pelo menos, igualmente fundamental

A leitura que se faz do que diz Barger é de que o público de mídias sociais está cada vez mais refratário a uma comunicação que priorize digamos o “requinte estético”, natural da publicidade e propaganda. Não quer a sua timeline tomada de empresas querendo vender produtos. Quer, enfim, algo que lhe seja relevante, quer informação, mesmo que isso venha na forma de uma foto tirada do celular (assunto para outra postagem!). É aí que proponho: Por que os jornalistas, apocalípticos ou não, não assumem uma postura mais protagonista neste segmento?

Além da competência em exercer uma função mediadora, prática que faz parte do seu dia a dia, o jornalista nas mídias sociais traz, ainda, outro elemento estratégico: a visão de interesse público. Esta qualidade é essencial neste cenário cada vez mais desafiador para quem faz gestão de conteúdo em mídias sociais. O Facebook, por exemplo, diminuiu a porcentagem do alcance das postagens das Fanpages (as páginas corportativas) para cerca de 4%, em média. Ou seja, se você tem um página com 2 mil fãs, as postagens vão atingir cerca de 80 pessoas.

O que isto significa? Que para atingir o público de forma orgânica (sem a necessidade de pagar pela postagem) é preciso foco na qualidade do conteúdo e investir no exercício diário de estudar o que mais conecta aqueles que seguem a sua página. O jornalista tem essa qualidade, quando seleciona uma pauta, avalia o seu interesse público e visualiza o impacto disso para o leitor. E você, o que acha?


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Érica Amores

Idealizadora do Blog "Vida de Jornalista", Érica Amores é formada em Jornalismo, pós-graduanda em Marketing e, agora, blogueira!

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